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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Funk

  O Funk, sim o funk. O ritmo musical que mais sofre preconceito hoje em dia. (Aos incautos: não estou me referindo ao estilo criado na década de 60 por afro-americanos nos EUA e sim do que convencionou-se  chamar de "Funk Carioca") E por que tanto preconceito?
  Ora, dirão os garotos e garotas (em sua maioria "rockeiros") a musica é ruim, só fala palavrão, é musica de traficante e sempre tem um merdinha no ônibus escutando isso alto. Beleza, mas creio que estes não responderam a minha pergunta satisfatoriamente. Explico:
   a) Não existe essa de "música ruim", existe determinados ritmos aos quais você tem afinidade e outros que não. Muita gente acha Mozart um saco e nem por isso a obra dele pode ser considerada de má qualidade.
  b) Não generalize o funk, existe a vertente a qual chamam de Funk Erótico que realmente, é palavrão a torto e a direito. Mas de forma similar existe o Punk Rock que (geralmente) solta vários palavrões e nem por isso o Rock como um todo faz o mesmo.
  c) Existe outra vertente (comumente chamada de "proibidão") que de fato faz um exaltação a determinadas facções criminosas, mas primeiramente: procure entender o PORQUE dos traficantes, nessas comunidades, serem mais bem quistos do que os policiais. Segundamente: Como diz Nelson Rodrigues "toda unanimidade é burra" não ache que o funk se resume ao proibidão. Da mesma forma Eletrônico não se resume a Dubstep. Terceiramente:  pra quem associa o funk ao trafico de drogas, lembre-se o Rock também sofreu (aliás ainda sofre) do mesmo preconceito. 
  d) Som no ônibus, o fato de alguém escutar o som alto no busão não é culpa do estilo. O cara poderia muito bem estar com o celular tocando Legião Urbana e  ia ser chato do mesmo jeito, mas obviamente a banda não seria pior (nem melhor) por isso.
    O funk nasceu como musica de protesto e como tal é sim, contundente. De fato se desvirtuou, e muito, do seu original. ( Assim como o Sertanejo que era musica caipira hoje é o chamado "Universitário" que troca a viola por batidas eletrônicas e as canções melancólicas por refrões monossilábicos que fazem referencia ao coito.) Mas o início da "cruzada anti-funk" não teve tanto a ver com a pornografia das letras e sim por mostrar o "outro lado" da moeda, os Pobres, os Pretos. O RAP sofreu do mesmo mal.
  E agora está tendo uma mudança no status quo. Desde Claudinho e Buchecha que não se via funk em tal rotação na mídia. Mas é Funk mesmo? A batida ainda esta la maas a agressividade foi substituída pela ostentação (como se, de alguma forma, TER bens materiais fosse sinônimo de SER alguém melhor), o protesto deu lugar ao incentivo desenfreado ao consumismo. Lógico que caiu no gosto da elite. Típico, foi preciso o Funk se despir do próprio funk pra descer o asfalto.

Deixo exemplos de  funk do bom:
Mc Mag e Mc Suzy - Repórter do Morro


Mc Garden - Isso é Brasil (apesar de sua ignorância quanto a questão do nióbio o resto da musica é muito bom, embora não perfeita, obvio):


e claro não podia faltar:



domingo, 1 de dezembro de 2013

Novelas

  Novelas... Ah as novelas... você chega em casa, cansado(a) senta no sofá, liga a TV e a chance de estar passando uma novela é grande, eu diria quase absoluta. Você olha vago ... Aquela cena parece familiar... O mocinho (branco, cabelo bem cortado, queixo proeminente, fala segura e sorriso carismático) fala com a mocinha (branca, magra, cabelo liso, maquiagem leve e um certo ar de eu-não-cago que só é permitido a protagonistas de novelas) sobre como a vilã ( as vezes até pode ser o vilão, pra não cair na mesmice) armou um plano milaborante  para destruir a nova e evidentemente honesta empreitada comercial deles, da qual é dependente  alguém indefeso (uma criança, uma comunidade carente... por aí vai). Beleza, você vê isso e quase inconscientemente se apercebe interessado em como os defensores dos frascos e comprimidos vão se safar dessa. Até xinga a vilã baixinho, afinal como ela pode fazer tal atrocidade?
  Qualquer semelhança desse paragrafo com a realidade televisiva é mera coincidência.Ou não.
 Pessoalmente, não sou um fanático anti-novelas que acha que quem assiste é um ignorante ou algo do gênero. É uma forma de distração e em muitos lares é a unica acessível ou ao menos, a unica que consegue juntar a família e lhes permite até um pouco de conversação (  indireta, mas ainda assim uma forma de contato). O meu problema é: Novela não passa de masturbação mental (assim como futebol, não se iludam) ela não vai levar a nada e salvo raríssimas exceções não acrescentará nada na sua formação, seja moral ou intelectual, ao contrario, pode muito bem deformar.
 Ou vai ver eu que sou um chato. Mas não sei, quando eu vejo a empregada negra que inclusive possui as falas mais imbecis da novela e sutilmente (as vezes nem tanto) é colocada como psicologicamente inferior ao patrão EU vejo que nisso uma forma de racismo, e não venha me falar que no final tudo sempre dá certo. porque isso não passa de uma forma velada de colocar a massa em estado de letargia, esperando que "no final tudo se ajeite" sem mover um dedo pra isso. Mais ou menos como os passivos protagonistas, incapazes de  sequer um ato que não seja o equivalente ao que faria o mais puro dos homens após trinta anos de meditação no pico do himalaia ( as vezes pode rolar uns tapas, mas me diga UMA novela em que os protagonistas tenham deliberadamente fodido com a vida do vilão, uma forma se não justa, ao menos compreensível de vingança, após passar o pão que o diabo amassou na mão dele). Caso o leitor(a) não tenha notado, eu sequer estou falando de uma novela que esteja passando e aí está o X da questão: O roteiro é SEMPRE o mesmo
  Na próxima novela que for ver, confira: Casal de bonzinhos apaixonado? confere Vilão megalomaníaco que tem alguma pendenga pregressa com um dos protagonistas, quiça os dois? confere Núcleo classe alta, preocupado com a situação do país, mas que no fim das contas não faz merda nenhuma pra que o status quo se altere? confere. Núcleo pobre ( possivelmente o núcleo cômico vai estar inserido aí) que tem orgulho de ser pobre ( ao invés de propor questionamentos de COMO e POR QUÊ estão nessa situação) Umas boazudas de pouca roupa e um tema geralzão que será o mote de "crítica" da obra? confere.
  Nunca vi uma novela que inserisse questionamentos ou ao menos que tivesse uma estrutura diferente das outras que já passaram e que vão passar, é sempre mais do mesmo. Os produtores sabem o que vendem e pedem aos roteiristas o esqueleto padrão com leves modificações pra que ninguém perceba que estão vendo a mesma coisa a quarenta anos. Quer um conselho? Alugue um DVD, (ou baixe se preferir) pegue uma obra que fuja do padrão de eu-já-sei-o-que-vai-acontecer (acredite, quando isso acontece não é por que você é inteligente e sim por você escolher filmes idênticos) e vai fazendo isso vendo um por dia, tu pode pausar, voltar, etc... Quer um conselho melhor? vai ler um livro.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Complexo de Pierrot

Já ouviu falar do Pierrot?

Ou da Colombina, quem sabe do Arlequim?

 Basicamente estes são personagens da Commedia dell'arte um teatro popular da França (lembra da namorada do Corcunda no segundo filme?Então, é parecido.) Tão antigos que já pode-se atribuir um certo status de mito a eles. As variações são inúmeras e como estou no meu blog eu vou criar mais uma.

 O Pierrot é o arquétipo do sofredor, do tímido.Ele é perdidamente apaixonado pela Colombina.
 A Colombina ama o Pierrot, ela já cansou de sofrer nas mãos de outros e ao encontrar o amor do Pierrot ela se encanta.
 Mas Pierrot é um estado de espírito, ele ama a Colombina mas não consegue te-la. Ele Ama, mas o amor não é suficiente.
 Ele até se compraz desse sofrimento, pois pelo menos assim ele pode sentir.
 Colombina não pode esperar por Pierrot, e cedo ou tarde irá procurar o Arlequim.
 Alguém que a ama, mas que também estará do seu lado, na saúde e na doença, pra rir e pra brigar.

Cabe ao Pierrot decidir
Continuar sofrendo
Ou ter coragem
Para tornar-se Arlequim













segunda-feira, 25 de junho de 2012

Existe muita merda em nossos meios de comunicação. Isto é fato.

Não sei se você já passou por isso, provavelmente sim. Basta ir no YouTube e buscar uma banda boa (ou as vezes nem tão boa assim), abaixar um pouco o scroll para os comentários e você já vai acha-lo (normalmente em primeiro, pela grande quantidade de "joinhas"), um pseudo-intelectual,normalmente arrogante afirmando que o povo é burro por só gostar de Restart e Michel Teló (ou similares).
Eu não estou aqui para julgar ninguém, mas acho valido pensar se uma porcentagem razoável da fama destes músicos,não se da por essas pessoas, estas que comentam em qualquer banda (que não tem absolutamente NENHUMA relação com happy rock ou sertanejo universitário), que postam imagens no facebook zoando eles ( é o principio do "Falem bem ou falem mal, falem de mim), afinal acaba sendo publicidade. Não consigo compreender o motivo de tanta raiva, vou ser bem sincero, isso não me incomoda (pelo menos não ao ponto de me tirar do sério) afinal eu tenho uma invençãozinha bem interessante chamada internet. Não sei se você já ouviu falar, com ela eu não sou obrigado a ver a programação de domingo da TV ou ouvir as maravilhas da programação do rádio, eu posso simplesmente buscar no Youtube ou baixar a musica que eu quiser, não sou obrigado a consumir as merdas que a mídia impõe, enquanto houver internet (ou pelo menos enquanto ela for livre) eu estou feliz.

Não odeio os lindos do sertanejo universitário ou as crianças das bandas de pseudo-rock, não..., eu não tenho ódio por pessoas pequenas, o meu raciocínio para com eles é o mesmo que eu tenho com os pastores evangélicos: Eles oferecem uma forma de entretenimento, algumas vezes de escapismo ( não generalizando), e os consumidores pagam de bom grado por esse serviço prestado a eles, se estes acham o valor que estão pagando justo (seja no dizimo ou no show) o que eu tenho a ver com isso? Afinal a musica serve simplesmente para isso: entretenimento. Eu não compartilho da opinião de quem acha que a musica deve formar a pessoa, desenvolver seu senso crítico, este papel é da educação, dos livros. Se a musica consegue tal proeza, excelente, se não paciência, afinal não é proposta dela. Mas cuidado, eu não quero dizer que a musica deva ser boba ou alienante, apenas que o seu papel principal é o de entreter. Eu pessoalmente, não consigo ouvir musicas onomatopeicas (como tchu e tcha) e achar bom, que consegue, parabéns ou não.Não me considero uma pessoa melhor por ouvir outras musicas, apenas não me sinto confortável ouvindo uma musica cujo os únicos apelos sejam beber cerveja ou pegar mulher, não eu não gosto disso, pessoalmente eu acho muito raso resumir a vida a isso, mas claro é a MINHA opinião,fique a vontade para discordar.

Resumindo, se você é uma pessoa que realmente gosta deste tipo de musica, ótimo(os ouvidos são seus afinal), apenas faça um leve esforço refletindo se você gosta por que acha realmente bom, ou porque é o que passa na TV e na radio. Não vai doer. Agora, se você é uma pessoa que NÃO gosta deste tipo de musica, cara ótimo, joinha pra você, mas você não se torna automaticamente um intelectual por isso, então PARA de dar audiência pra os que você tanto odeia e procura divulgar as musicas que você acha legal... quem sabe vai ser mais produtivo não é? E por ultimo, se você faz parte da população que não tem internet, e realmente esta obrigado a ouvir o que não quer, bom... Boa sorte em sebos, lá você encontrará varios cd's, quem sabe algum que preste =D

PS: Claro que eu adoraria que o cenário musical mudasse, claro que eu sinto inveja dos meus pais que podiam falar que bandas como Legião Urbana e Barão Vermelho eram as mais pedidas, isso é óbvio e eu tento reverter esse quadro, não dando audiência para aquilo que eu acho ruim e tentando divulgar aquilo que eu acho bom.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Tá, Podem parar com a brincadeira

Bom fiéis leitores imaginários (Kibei essa frase da namorada, do Dias Contados) hoje eu fiquei indignado.
Não tenho o hábito de ver TV, mas hoje fui na casa da minha mãe e como lá não tinha muito o que fazer acabei me rendendo a maravilhosa programação da TV aberta. Claro eu já estava preparado para aguentar merda, mas a programação consegui me surpreender.
Primeiro eu assisti o Globo Esporte (ou Esporte Espetacular, não tenho certeza)mesmo odiando futebol, que é o único esporte que passa nesse programa (seja o GE ou EE) acabei assistindo pois não tinha mais nada passando, até que não estava tão ruim, considerando o meu já citado ódio. E então começou.
Era uma matéria de considerável destaque, falando sobre o novo Hit do verão, O Ai se eu te Pego ( não estou seguro se esse é o nome da musica, mas se o próprio autor chamou ela desse jeito, acho que não tem nenhum problema eu denomina-la assim) do Michel Teló.
A Matéria mostrava como a dita canção estourou no mundo inteiro desbancado até o Justin Bieber e a Lady Gaga. Pelo que eu entendi a razão para o Globo Esporte fazer uma matéria sobre musica era o fato de que vários jogadores estavam fazendo a dancinha do Ai Se Eu Te Pego pra comemorarem os gols, não só os brasileiros como o Neymar, mas até mesmo o Cristiano Ronaldo, puro luxo.
Até ai tudo bem, não morro de amores pelo Michel Teló, mas tenho que concordar que a musica dele está fazendo sucesso e se os jogadores superstars estavam dançando a musica do cara, nada mais justo que ele tivesse uma matéria no globo Esporte.
Acabou o programa, voltei a zapear pelos canais,almocei e quando me dou conta no Domingo Legal, estavam passando a mesma matéria, a duas únicas diferenças eram a qualidade da imagem ( desculpa SBT) e aquela narradora retardada dos "10 videos mais vistos da semana" falando ( sério aquela mulher fuma ópio pra ir trabalhar ou o que?".
Tudo bem mudei de canal, dessa vez para a Record, e lá estava o antigo apresentador do Domingo Legal, o Gugu em pessoa dançando a já supracitada música com toda a desenvoltura e molejo de um boneco de cera. Ok, já deu pra entender, já decorei a musica, sei que até na Holanda fizeram um versão dela.
Serio, Eu sei que a musica até tem a sua graça, e fica bastante na cabeça (eu mesmo me peguei cantarolando ela no ônibus na viagem de volta) o Michel Teló até que canta razoavelmente bem e etc.Mas,na boa, sem querer ofender ninguém, algum ser neste planeta acha que esta musica é boa, que o Michel Teló é um bom Compositor?
A musica se baseia em duas estrofes (eu disse DUAS estrofes, sendo que uma delas é a singela repetição de três ou quatro palavras) e conta a mesma história que outras milhões de musicas de centenas de estilos, um cara que encontra uma mulher qualquer na balada e quer transar com ela, simples assim.
E com isso Michel Teló está na Tv o domingo inteiro (não sei se nos outros dias também, por que como já disse, não assisto TV) sendo aclamado como uma espécie de salvadro da musica brasileira, afinal, os grandes e magníficos europeus estavam entoando esse mantra.
A minha explicação é: 2012 GENTÊ!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A Inteligência Artificial

para abrir os posts de artigos da facul:

O Avanço da Tecnologia e o seu Impacto No Direito



A nossa tecnologia está sempre em constante avanço , preenchendo cada meandro de nossa breve vida. Já não mensuramos o progresso científico em anos, mas em meses, ou até mesmo semanas, e a tecnologia progride tanto que estudantes de cursos técnicos em computação ao se formarem em cinco anos, já não utilizam o que aprenderam nos seus dois primeiros anos de curso.
Estamos sempre inventando novos produtos, celulares se tornam obsoletos em poucos meses (quando chegam a ficar meses no “topo”),A TV que antes praticamente ocupava toda a sala hoje é mais fina que um livro e vem até com tecnologia 3D, o computador já foi tão grande a ponto de ser preciso um caminhão para transportá-lo e tinha um processador que equivalia a apenas algumas milhares de calculadoras e agora ele já cabe na mão e as vezes parece ter vida própria.
E se um dia nós chegarmos a tanto? Criar computadores que pensam por si próprios e fazem julgamentos independentes de qualquer agente externo? O que isso significaria Para o Direito?
Como a sociedade se portaria a isso? Que reflexões estas inteligências milhares de vezes maiores do que a nossa teriam sobre a humanidade como um todo?
Ou mesmo, se para manter a nossa tecnologia atual, considerada tão obsoleta pelos cientistas e que já causa tantos problemas como stress, poluição e até mesmo uma aparente perda em nossas crenças, nós sacrificamos fetos não nascidos, modificamos códigos genéticos, o que poderia nos causar uma tecnologia muitas vezes superior, o que seria necessário para alcançar tal tecnologia e até onde a moral nos permite chegar?
Em primeiro momento, antes de criar diversas teorias devemos nos perguntar se conseguiríamos, ou melhor se somos capazes de fazer isso, pois embora o cérebro consiga criar um robô com o raciocínio de uma aranha, como conseguiria criar algo mais inteligente do que ele próprio? Se nosso cérebro fosse tão simples a ponto de podermos entendê-lo, seríamos tão tolos que continuaríamos sem entendê-lo.¹, pois por maior que seja o potencial da nossa mente, criar algo maior que ele me parece ilógico.
Claro que alguns cientistas talvez afirmassem que poderiam criar algum robô capaz de atualizar a si próprio, até chegar em um estágio mais avançado do que o nosso, porém para que um robô consiga se atualizar dessa maneira não seria necessário que ele já possuísse uma inteligência extremamente avançada? Me parece difícil, mas suponhamos que nós teríamos uma tecnologia suficiente para criar tal máquina ( o que, dado o avanço da tecnologia, isso não parece tão distante), avançamos então em nossas questões.
Quais são as utilidades de criar tal coisa? O que move tantos cientistas nessa busca?
Bom, se tomarmos como possível realizar tal façanha de criar essa inteligência, é lógico pensar que muitos dos problemas que para nós parecem impossíveis para essas A.I (Artificial Intelligence) podem ser tão simples como um jogo qualquer, se para nós é fácil resolver problemas de crianças, por que para as A.I seria diferente?
Questões como o aquecimento global ou a forma de achar uma maneira para potencializar os combustíveis de fontes renováveis a ponto de poderem ser utilizáveis em larga escala poderiam ser resolvidos com em um passa de mágica. É realmente tentador.
Agora, levando essas considerações para o âmbito do Direito:
Supondo que um cidadão tenha um robô pessoal cuja a inteligência se equipare a de um ser humano, e este mesmo cidadão o considera com a um filho. Se esta pessoa morrer, será que essa A.I teria direito a uma parcela da herança, afinal ele teria a capacidade de raciocínio de qualquer pessoa, e provavelmente tinha uma relação muita boa com o seu Dono/Pai, talvez até mesmo chegasse a gostar dele. Este caso concreto seria capaz de preocupar qualquer Magistrado no exercício de sua função.
Ou talvez esse cidadão goste tanto do robô a ponto de querer casar com ele, isto seria normal ou reprovável?
Em um quadro um pouco mais pessimista: Este mesmo cidadão, ao criar tal robô acabasse sendo assassinado pelo mesmo, como se portar? Ele seria preso com os humanos “normais”, ou seria descartado como qualquer objeto com defeito?
Tomando o terceiro caso como exemplo, se um robô incrivelmente mais inteligente do que nós se voltasse contra a sociedade, como poderíamos reagir a tal catástrofe?
Não é tão impossível de acontecer, afinal, nós humanos esmagamos insetos sem a menor cerimônia, por sermos tão superiores a eles em inteligência, ou comemos animais por não acreditarmos que possuem sentimentos, então como garantir que tal inteligência não nos olhe da mesma forma, que em meio a seus bilhões de cálculos lógicos por segundo, tal máquina não conclua que nosso comportamento autodestrutivo em relação ao planeta, nós sejamos iguais a uma nuvem de gafanhotos, que tem de morrer para salvar o milharal?
Se isso acontecesse, como supor que teríamos chance contra esses tecno-deuses? Uma inteligência tão superior poderia, prever qualquer estratégia de defesa, ou omper com qualquer sistema de segurança interno criado por mãos humanas.
São questões que precisam ser considerados antes de darmos um passo tão grande em relação ao futuro.







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¹GAARDER,Jostein O Dia do Curinga

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A Arte de ser Tosco


Serio, eu acho incrível como existe gente estranha nesse mundo. É muita bizarrice pra pouco planeta.

Por exemplo os Playssons (se houver um termo mais adequado, postem nos comentários) são pessoas cuja a unica razão de viver é mostrar o quanto são fodas e descoladas, quantas mulheres conseguem pegar numa noite e quantos tímpanos conseguem estourar com o som de seus carros...

Vou ser sincero, é legal competir com os amigos quem pega mais numa balada? é.
Mas serio, isso é coisa de moleque, ver pessoas na casa dos trinta fazendo isso é no mínimo deprimente.
Ah você tem menos de trinta e faz isso? parabéns cara, você não é melhor por isso. Sem cair num bordão mais já caindo: encontrar alguém que valha a pena conversar por mais de meia hora é infinitamente melhor do que pegar putinha em balada
Você também não é melhor por conseguir virar uma garrafa de Whisky e não cair, alias é só um besta já que você não sente o gosto da bebida.

É bom ter um sonzinho no carro, pra curtir com os amigos de vez em quando? é. Mas putaqueopariu gastar 30 mil num som é imbecilidade sério. se mate


sábado, 27 de novembro de 2010

Pra refletir

Deuterenômio 14:22-23 “Certamente darás os dízimos de todo o produto da tua semente que cada ano se recolher do campo. E, perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus por todos os dias"

Bom é o que diz a bíblia.
Cada um interpreta como quiser.
Só uma coisinha:

Dr. Gilberto Luiz do Amaral (IBPT) - O brasileiro paga a tributação sobre sua renda, que é o imposto de renda mais o INSS. Paga a tributação sobre o seu patrimônio, principalmente o IPTU e o IPVA e paga também tributação sobre consumo, aquele conjunto de tributos que já estão embutidos no preço final dos produtos e serviços. Desta forma ele paga, em média, 18% sobre a renda, 3% sobre o patrimônio e 23% sobre o consumo, o que dá um total de 44% do seu rendimento bruto

Em teoria pra que serve os impostos mesmo?
Educação,Saúde,Infraestrutura etc
Coisas que, segundo entendo, são para o bem da comunidade,cidade, país. E é essa função do dizimo não? Ajudar as pessoas, fazer o bem...

Dessa forma, de acordo com o Dr. Gilberto Amaral a população brasileira paga o equivalente nacional do dizimo ( inclusive com um acréscimo de 34%) todos os meses, quase religiosamente.

E as diversas Igrejas ainda querem mais 10% do que o fiel ganha para o mesmo fim ( não estou considerando possíveis roubos no processo, assim como não considerei com os impostos) e tem gente que paga. Cada qual com seu pobrema

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Cerveza

Sabe eu até gosto de tomar umas e outras de vez em quando mas... acho repugnante o que a mídia faz hoje em dia

Beber deixou de ser uma forma de relaxar no fim-de-semana e virou uma espécie de "obrigação" de toda a pessoa que quer ser considerada "descolada"( não achei palavra melhor)
Da propaganda( o que é até natural) ao maldito "sertanejo" universitário, a bebida é mostrada com caráter quase divino, e se você é Macho tem que beber até vomitar!

a minha opinião: quer beber? beba. Mas não faça isso por que Fernando e Sorocaba dizem que é legal, faça pelos seus próprios motivos, e nunca é demais avisar, sempre com moderação.

encerro o post com um pequeno trecho da poesia cantada ultimamente nas rádios desse nosso Brasil:

Diego e Ricardo-Cerveja no gogó

Eu conheci a cerveja e nunca imaginei
Que um dia eu fosse mudar o quanto eu mudei
Cerveja todo dia, tudo alegria como sempre sonhei
E eu conheci a cerveja e a galera me chama
De segunda a segunda e festa rock bacana
E aonde quer que eu vá, rodeio, baile ou forro, cerveja no gogó



Contra fatos não a argumentos

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Futebol

Meus fiéis seguidores(mamãe e meu cachorro)nunca entendi qual é a verdadeira graça desse esporte que excita milhões de pessoas pelo mundo. De verdade

Tá bom, eu sei que a mente humana precisa de entretenimento para se manter racional, ela precisa de um tempo de descanso e etecétera mas... precisa ser algo como o futebol?

Qual é o sentido? Você ta lá todo empolgado, paga algo em torno de R$ 20,00 para ficar dentro de um estádio, muitas vezes mal consegue ver o que acontece e... Ok ok,não vou ser purista, sei que estar com uma galera é legal, mas não precisa ver o futebol pra isso.(meu raciocinio é meio confuso, se eu conseguir melhorar antes de postar eu o faço, se não, vire-se)

Na verdade o que mais me intriga no futebol é a falta de objetivo:
Meu time ganhou.Legal cara e depois?
Ele ganha o Estadual.Ta mas e depois?
Ela ganha o Brasileirão.Sim, e no final?
Ele vai para a Libertadores.E?
Tem o Mundial.Sim, Sim, ele ganha tudo isso e você?
... Você é bicha? não gosta de futebol é?.Na real não.
TRAGAM AS TOCHAS!!.¬¬

Não sei se consegui ser claro no meu ponto de vista, acho que não.
Mas estão livres pra comentar me xingando se quiserem



e olha que eu ainda nem falei das novelas, isso fica pro próximo post...